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Mercado de banda larga cresce 2,5% em 2025: Vivo e Brasil TecPar lideram expansão

  • Foto do escritor: Gertel
    Gertel
  • há 4 horas
  • 3 min de leitura

O mercado brasileiro de banda larga fixa encerrou 2025 com 53,88 milhões de acessos, registrando crescimento de 2,5% em relação ao ano anterior, segundo dados reportados à Anatel por operadoras e provedores. Apesar da expansão moderada do setor, alguns players se destacaram de forma significativa, seja por crescimento orgânico ou por estratégia de aquisições.


Vivo lidera crescimento orgânico

A Vivo foi o principal destaque em crescimento orgânico. Ao longo de 2025, a operadora adicionou 719 mil novos assinantes de internet fixa, superando a marca de 8 milhões de clientes e fechando o ano com 8,042 milhões de acessos. Somente em dezembro, foram 48 mil novas adições líquidas.

O desempenho reforça a estratégia da Telefónica de ampliar presença em fibra óptica e consolidar sua atuação em regiões estratégicas.


Brasil TecPar avança com aquisições

Já a Brasil TecPar se destacou pelo crescimento inorgânico. Principal consolidadora do mercado nos últimos anos, a empresa ampliou sua base em 512 mil acessos ao longo de 2025, alcançando 1,344 milhão de clientes. O movimento reforça a tendência de consolidação entre provedores regionais.


Claro mantém liderança geral

A Claro segue como líder do mercado de banda larga fixa no Brasil, encerrando 2025 com 10,617 milhões de assinantes. A operadora adicionou 368 mil acessos no ano, dos quais 34 mil foram registrados em dezembro.


Starlink cresce no satélite

A Starlink, serviço de banda larga via satélite da SpaceX, também apresentou avanço relevante, com 273,9 mil novos acessos em 2025, totalizando 606,1 mil assinantes reportados à Anatel. A expansão demonstra o fortalecimento da conectividade via satélite, especialmente em regiões remotas.


Brisanet lidera entre PPPs

Entre as prestadoras consideradas de pequeno porte (PPPs), a Brisanet manteve a liderança, encerrando 2025 com 1,554 milhão de assinantes, após crescimento líquido de 104,5 mil acessos no ano.

Outras empresas também registraram crescimento, como Desktop, TIM, Unifique, Algar e Ligga, embora em ritmos mais moderados.


Movimentos de retração

Nem todos os players apresentaram resultados positivos. A Nio, subsidiária da V.tal que assumiu a operação da Oi Fibra, encerrou o ano com 649 mil clientes a menos em comparação com o ano anterior, totalizando 3,544 milhões de acessos.

A Giga+, da Alloha Fibra, também registrou retração expressiva, com saldo negativo de 242 mil acessos em 2025. A Vero fechou o ano com perda líquida de 26 mil clientes.


O cenário geral do setor

Apesar de o número consolidado apontar crescimento anual, os dados de dezembro ainda são preliminares, já que parte dos provedores de menor porte costuma atrasar o envio das informações à Anatel. Na comparação mensal, houve leve retração de 0,7% entre novembro e dezembro.

O cenário reforça duas tendências claras para 2026:

  • Consolidação de mercado via aquisições

  • Busca por diferenciação de serviços e fidelização de clientes


O que isso significa para o ecossistema de telecom

O crescimento da banda larga fixa impacta diretamente o setor móvel e as estratégias de convergência digital. Provedores regionais que ampliam sua base passam a buscar novas fontes de receita, como telefonia móvel via MVNO, soluções integradas e ofertas combinadas.

Na Gertel, acompanhamos de perto a evolução do mercado e apoiamos provedores que desejam expandir seu portfólio com soluções móveis próprias, gerando receita recorrente e fortalecendo o relacionamento com seus clientes.

O avanço da banda larga mostra que a conectividade segue em expansão no Brasil — e quem souber integrar serviços terá vantagem competitiva nos próximos anos.



 
 
 

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