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Abrint alerta para aumento de custos e incertezas no setor de telecom

  • Foto do escritor: Gertel
    Gertel
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

A Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) demonstrou preocupação com alguns desafios recentes que impactam os pequenos provedores de internet no Brasil. Entre os principais pontos estão o aumento nos custos de equipamentos, mudanças regulatórias e a disputa pelo uso do espectro de 6 GHz.


Um dos fatores que mais preocupa o setor é o aumento no preço dos cabos de fibra óptica, especialmente o cabo drop, utilizado na conexão final com o cliente. Segundo Breno Valle, presidente da Abrint, medidas antidumping aplicadas pela Secretaria de Comércio Exterior provocaram um aumento médio de 80% no preço desse material, que representa cerca de 30% do custo de instalação de um novo cliente. Esse cenário tem levado alguns provedores a adotarem taxas de ativação, algo que antes não era comum no mercado.


Outro ponto levantado pela entidade é a imprevisibilidade regulatória. A Abrint critica decisões recentes da Anatel, como a terceirização da fiscalização de segurança do trabalho, que pode gerar custos adicionais para os provedores. Segundo a associação, os valores cobrados por esse tipo de fiscalização podem variar entre R$ 2 mil e R$ 13 mil, sem uma tabela clara de precificação.


No mercado, a entidade também observa uma forte pressão competitiva, com redução de preços e necessidade de reajustes para manter a sustentabilidade das operações. Ao mesmo tempo, cresce a expectativa de consolidação do setor e diversificação de serviços.

Nesse cenário, a Abrint vê com otimismo políticas de acesso a crédito para pequenos provedores, que podem estimular investimentos não apenas em infraestrutura, mas também em novos serviços, como MVNOs (operadoras móveis virtuais) e data centers.


Outro debate importante envolve a utilização da faixa de 6 GHz, considerada estratégica para a evolução do Wi-Fi. A associação defende maior espaço para a tecnologia, já que as faixas de 2,4 GHz e 5 GHz estão cada vez mais saturadas.


Para o setor, o momento exige adaptação, inovação e busca por novas fontes de receita para manter a competitividade no mercado de telecomunicações.


 
 
 

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